Sobraram mais de 7.000 vagas em universidades públicas após Sisu, mostra balanço do MEC

A primeira edição do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do MEC (Ministério da Educação) terminou com mais de 7.000 vagas sem preenchimento. De acordo com o balanço da pasta, 15% das 47,9 mil vagas ofertadas não receberam candidatos.


Sisu teve cerca de 30 casos de resultados alterados

Segundo o MEC, o processo contou com aproximadamente 800 mil vestibulandos inscritos - entre os 2,5 milhões de estudantes que prestaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009, pré-requisito para participar da seleção.

O balanço preliminar indica que 40.789 estudantes foram matriculados nas instituições participantes do processo. As universidades informarão o número total de ingressantes até a meia-noite desta quarta-feira (17).

De acordo com o balanço, as 7.000 vagas ainda não ocupadas se referem majoritariamente às destinadas às cotas ou ao preenchimento no segundo semestre. Essas vagas serão ocupadas em processos seletivos próprios, definidos pelas instituições de ensino para vagas remanescentes.

Parte das universidades e institutos federais continuarão a convocar os candidatos a partir da lista de espera do Sisu, que conta com 136 mil candidatos confirmados. Os interessados devem consultar as universidades em que se inscreveram.


Mobilidade
Estudo preliminar sobre as matrículas realizadas apontam para uma tendência de crescimento da mobilidade acadêmica, diz o MEC. Até o final da terceira etapa, quando 33.039 estudantes haviam se matriculado, 8.353 optaram por estudar fora de seu Estado de origem, o que representa uma taxa de mobilidade de 25%. Anteriormente, esse percentual era de, aproximadamente, 1%.

Para garantir receber os alunos de outros Estados, as instituições de ensino receberão verbas do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). O orçamento destinado à área passou de R$ 126 milhões, em 2008, para R$ 300 milhões, em 2010.

Participaram da primeira edição do Sisu 51 instituições, sendo 23 universidades federais e 26 institutos federais. Além das instituições federais, a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) e a Ence (Escola Nacional de Ciências Estatísticas) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também compuseram o sistema.


Aumento de vagas ociosas
No último Censo da Educação Superior, divulgado em novembro de 2009, houve aumento do número de vagas ociosas nas instituições federais de ensino superior.

Se as 7.000 vagas não forem preenchidas de algum modo pelas universidades, elas vão colaborar para o aumento desta grave estatística. Isso porque as vagas públicas são financiadas com dinheiro público e devem retornar para a sociedade profissionais bem formados.

Em 2007, a taxa de vagas não ocupadas nos vestibulares das federais era de 2,19% - a proporção subiu para a 4,36%, em 2008. Foram 7.387 vagas não preenchidas nos vestibulares das federais em 2008, de acordo com o censo.

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