MEC rompe com consórcio do Enem e Polícia Federal indicia 5 pela fraude

O MEC (Ministério da Educação) anunciou, na noite de segunda (5), o rompimento do contrato com a Connasel, consórcio que venceu a licitação para realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O consórcio é liderado pela empresa baiana Consultec e também é formado pela FunRio e pelo instituto Cetro. O ministro da Educação, Fernando Haddad, prometeu que a nova data do exame sai nesta quarta.

Com o afastamento do Connasel, foi acertado que a Fundação Cesgranrio e o Cespe/UnB, que já realizaram a prova em anos anteriores, assumirão o novo exame, com o apoio dos Correios. O governo ainda estuda contar com a Força Nacional de Segurança e, entre outros órgãos públicos, com o Banco do Brasil.

O Enem foi adiado na quinta-feira passada, depois que foi confirmado o vazamento de uma prova. A Polícia Federal indiciou, nesta segunda, mais três acusados de envolvimento no escândalo: Felipe Pradella, de 32 anos, apontado como mentor da trama, e dois colegas dele, identificados como Felipe e Marcelo. Todos trabalhavam na gráfica Plural, onde foram impressas as provas.

Agora são cinco os suspeitos da Polícia Federal (PF) na execução do delito. Dois investigados já eram conhecidos: o empresário Luciano Rodrigues, dono de uma pizzaria nos Jardins, e o DJ Gregory Camillo Craid. Até aqui, a PF não pediu a custódia do grupo porque todos se apresentaram espontaneamente. Para a PF, o caso está esclarecido.

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