Unicamp anuncia que não utilizará nota do Enem no vestibular

As novas datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - 5 e 6 de dezembro - vão coincidir com os calendários de vestibular de pelo menos quatro instituições públicas de ensino superior: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Apesar disso, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, os reitores dessas instituições colocaram a data “à disposição” para que as provas do Enem fossem remarcadas.
“Elas podem decidir ou não mudar, mas elas foram contactadas e liberaram as datas para divulgarmos os novos dias do Enem. Essas instituição estão dispostas a fazer ajustes nos calendários delas em proveito de um projeto estratégico para o país”, disse Haddad.
A UnB já anunciou que adiará o Programa de Avaliação Seriada (PAS) para os dias 12 e 13 de dezembro para que não haja choque com o Enem.
Em nota, a Uerj também afirmou que apresentará nova data para a sua segunda fase, antes marcada para os dias 5 e 6 de dezembro, para que não haja prejuízo para os candidatos inscritos.
Haddad disse que o MEC está entrando em contato com os reitores de todas as instituições em que há possibilidade de choque de datas e está à disposição para dar “todo o apoio que elas necessitarem”. Mas deixou claro que a decisão ou não sobre o adiamento caberá a cada instituição.

Com Enem, candidatos disputam mais vagas

As mudanças na edição 2009 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aumentaram as chances dos vestibulandos conseguirem uma vaga no ensino superior. Como cerca de 20 federais adotaram o Enem no lugar de seu vestibular ou como primeira fase do processo de seleção, estudantes que disputariam apenas as vagas das universidades localizadas no Estado onde moram agora planejam tentar outras instituições.
De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, o novo Enem foi pensado para permitir que o aluno concorra a vagas em um número maior de universidades sem precisar se deslocar geograficamente.
O Inep espera que o exame aumente a mobilidade dos estudantes entre as regiões do Brasil. "Em países como os EUA, a migração interna de universitários chega a 20%. No Brasil, apenas 0,04% se mudam de Estado para estudar", diz Fernandes.

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